domingo, 28 de fevereiro de 2010

O diabo-da-tasmania (Sarcophilus harrisii) é um mamífero marsupial carnívoro que actualmente só existe na ilha da Tasmânia. É o maior carnívoro marsupial existente na actualidade, depois da extinção durante o século XX (1936) do tigre da tasmania .

O diabo-da-tasmânia é um animal com o aspecto de um cão pequeno, mas muito forte, com a cabeça relativamente grande, orelhas arredondadas e focinho afiado com grandes bigodes muito sensíveis. Os músculos das mandíbulas são muito fortes, e, proporcionalmente ao seu tamanho, tem a mordida mais forte de todos os mamíferos.

Tem uma só dentição, mas que cresce, de vagar, continuamente. Apresenta uma cauda que chega a medir a metade do comprimento do seu corpo, mas que varia: Como utiliza a cauda como armazém de energia (gordura), os indivíduos doentes apresentam normalmente caudas curtas.

Outra característica pouco comum entre os marsupiais é que as suas patas dianteiras são ligeiramente mais compridas do que as traseiras, o que também ajuda ao aspecto agressivo e pujante do animal.

O pêlo é habitualmente preto, podendo ser acastanhado, e é normal apresentarem manchas brancas no peito.

Os machos, com médias de 65 cm. de comprimento por 25 de altura e 8 quilos, são maiores que as fêmeas, que têm por volta de 57 cm de comprimento, 24 de altura e 6 quilos de peso. Calcula-se que vivam em liberdade por volta de 6 anos (em cativeiro podem viver mais tempo).

O diabo-da-tasmânia é um predador nocturno ou crepuscular, e caça wallabees (uma espécie de cangurus pequenos), coelhos, ovelhas, pássaros, insectos, sapos, serpentes, e todo animal que consiga apanhar, mas a maior parte das vezes come animais mortos que encontra (necrofágia).

É muito voraz: come aproximadamente 15% do seu peso por dia, mas, se tiver oportunidade, pode chegar a comer 40% do seu peso em 30 minutos. Devora as presas completas: carne, ossos, órgãos internos e pele.

Habitualmente é solitário, e, se se encontrarem vários junto a uma presa ou uma carcaça, ficam extremamente agressivos, ferindo-se profundamente uns aos outros, ao mesmo tempo que lançam fortes grunhidos, guinchos e latidos, assim como um forte e muito desagradável cheiro.
Este animal foi caçado na Tasmânia por causa do perigo para o gado (ovelhas), até 1941, em que passou a espécie protegida, e recuperou bastante.

No entanto, nos últimos anos, tem havido um surto de uma doença específica deles, que causa tumores em volta da boca (o que os impede de comer e morrem a fome), que está a dizimar a espécie. Apesar das medidas que estão a tomar, é possível que ainda venha a ser declarada por este motivo espécie em perigo de extinção.

Albatroz


Albatroz

Esta ave é muito pesada e desajeitada no solo, mas tem uma notável técnica de voar que lhe permite cobrir largas distâncias com pequeno esforço. Para atingir velocidade, o albatroz voa em direção ao mar com as asas para trás. Então, vira-se e ganha altura, planando no vento, que é mais forte nas grandes altitudes. Para ganhar maior velocidade, dobra parcialmente as asas, tomando a forma de um avião com asas em delta.


A maior dificuldade do albatroz é a decolagem. Se não há vento junto aos penhascos, ele precisa correr muito para conseguir velocidade suficiente para levantar vôo.
A família do albatroz compreende 13 espécies, que podem ser encontradas no hemisfério sul e no Pacífico Norte. Essas aves solitárias alimentam se de peixes e crustáceos, mas recusam os detritos dos navios.

Na época do acasalamento reúnem-se aos milhares nos penhascos íngremes do litoral.

A fêmea bota apenas um ovo, que é chocado por ambos os pais durante 65 dias. O filhote é cuidado durante várias semanas, e depois ele completa sozinho seu crescimento, vivendo das próprias reservas de gordura acumulada.

Calau africano


Calau Africano

Ordem: Bucerotiforme

Família: Bucerotidae

Nome popular: Calau-africano

Nome em inglês: Abyssinian ground-hornbill

Nome científico: Bucorvus abyssinicus

Distribuição geográfica: África

Habitat: Savanas e estepes áridas

Hábitos alimentares: Onívoro

Reprodução: 1 ovo é incubado durante 43 dias

Período de vida: 30 anos



Embora vivam em continentes diferentes e não possuam nenhum parentesco próximo, o calau-africano é freqüentemente confundido com os tucanos, aves brasileiras da família dos Ramphastídeos.

Para alguns, a única diferença é que os calaus costumam ser maiores e muitos apresentam uma espécie de “capacete” sobre o bico, cuja finalidade, já que nos machos ele é maior que nas fêmeas, provavelmente é a de atrativo sexual. Também pode ser útil como câmara de ressonância para as longas vocalizações que realiza ou um ponto de equilíbrio para o enorme bico. Aliás, são as únicas aves onde duas das vértebras do pescoço são fundidas em uma única estrutura, para que possam agüentar o peso que carregam.

O que acontece é que estas aves desenvolveram aquilo que os cientistas chamam de “evolução convergente”: necessidades iguais de forma e comportamento acabam por tornar muito parecidos dois tipos de aves que originalmente não tinham nenhuma semelhança. Tanto o tucano como o calau são aves que vivem principalmente de frutas, insetos e pequenos vertebrados, que habitam copas de árvores e nestas costumam andar aos saltos, em regiões florestais.

A diferença é que os Ramphastídeos, com aproximadamente 40 espécies, vivem assim na América do sul, enquanto os calaus vivem quase que do mesmo jeito na África e Ásia, com 54 espécies. Até mesmo sua forma de nidificação é parecida, com ninhos feitos em ocos de árvores. O número de ovos dos calaus menores também é igual ao dos tucanos, 2 a 4.

O calau-africano é uma das maiores espécies de calau, e nenhum tucano chega perto do seu tamanho, que é de até um metro, e peso de aproximadamente quatro quilos. Diferentemente de outros calaus, ele costuma colocar apenas um ovo, e a fêmea não fica restrita ao ninho durante a incubação. Sua dieta também é diferente, se alimentando mais de pequenos animais do que de frutas na natureza.

Camurça


Camurça

Uma roupa para o inverno e outra para o verão
A camurça tem um velo (lã) espesso, coberto por um pelame cerrado e razoavelmente longo. Os pêlos da camurça são marrom-escuro no inverno e amarelo-tostado no verão. A camurça tem uma mancha branca na garganta, que não muda com as estações.
A camurça é muito ágil. Seus cascos são de um material ósseo flexível, que lhe permitem saltar até 6 m sem que se machuque. A camurça come o que encontrar nas pastagens alpinas e freqüentemente destrói a vegetação. Seu aparelho digestivo permite que a camurça coma até as folhas pontiagudas das coníferas. A camurça habita principalmente as florestas alpinas e, no verão, escala os montes até as partes nevadas.
Durante a época de acasalamento, em novembro ou dezembro, os camurça machos lutam uns com os outros com seus chifres afiados.


Muitas vezes o combate resulta na morte do perdedor. No fim de maio as fêmeas têm filhotes. Os filhotes já nascem saltando. A camurça tem que tomar muito cuidado com raposas e lobos, que são seus inimigos principais. As fêmeas e os filhotes novos formam rebanhos que se juntam. Os machos são solitários, exceto durante a época de acasalamento.

FILO: Chordata
CLASSE: Mammalia
ORDEM: Artiodactyla
FAMILIA: Bovidae

CARACTERÍSTICAS:
Comprimento: 1.2 m
Peso:45 kg
Tempo de vida: 22 anos
Os indivíduos de ambos os sexos têm chifres que crescem para cima
e que se curvam e se cruzam
Comprimento dos chifres: 25 cm
Glândulas aromáticas na base dos chifres
Facilmente domesticáveis






Arminho


Uma dança fatal

O pelo muito branco do arminho - conhecido tambem como doninha de rabo curto - era antigamente reservado para a realeza. Esse animal era também um símbolo em muitos brasões da nobreza.

O arminho, porém, só usa sua bela pelagem cor-de-neve no inverno. Os pelos brancos caem na primavera e são substituidos por pelos castanhos brilhantes.

A ponta da cauda é sempre preta. Esse animal passa geralmente o dia numa toca ou no ôco de uma árvore. Sai a noite para caçar no matagal ou nas margens dos riachos.

Pode correr, saltar, trepar e nadar tão bem, que dificilmente sua presa escapa. Seu faro aguçado identifica a distancia um pássaro, uma cobra, um anfíbio e mesmo uma lebre.


O arminho é um caçador impiedoso. Uma antiga lenda conta que, quando ele encontra sua presa, executa uma dança que deixa sua vítima paralisada de medo. O arminho habita as regiões frias da América do Norte e da Europa, as tundras da Ásia e até o Japão.

A fêmea é fertilizada na primavera e faz o ninho num buraco de toupera.

Antes que o inverno chegue, os 4 ou 5 filhotes já aprenderam a caçar com os pais. Dificilmente o arminho sobrevive em cativeiros.

Glutão


Glutão

Nome Comum: Glutão ou Carcaju
Nome em inglês:Wolverine
Nome em espanhol: El glotón
Nome científico: Gulo gulo
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: carnívora
Família: Mustelidae
Comprimento: mede em média 70 a 110 cm de comprimento, excluindo a cauda que chega aos 40 cm.
Altura: 40 cm
Peso: até 30 kg
Reprodução: A época de reprodução decorre durante o Verão, mas a implantação dos embriões no útero é atrasada até ao início do Inverno. A gestação só é bem sucedida se a fémea tiver acesso a uma fonte abundante de alimentos.
Filhotes: As crias nascem na Primavera em ninhadas de 3 ou 4 e desenvolvem-se muito rapidamente. Ao fim de um ano, os juvenis adquirem o tamanho adulto e a maturidade sexual.
Tempo de gestação: 7 a 9 meses
Tempo de vida: 17 anos
Distribuição geográfica: Vive no Hemisfério Norte, nas zonas frias da Sibéria, Escandinávia, Alasca e Canadá.
Alimentação: O glutão é um animal onívoro, com uma componente importante de carne na sua dieta. Tem uma dieta que pode incluir qualquer coisa de ovos até cervo. O glutão é capaz de derrubar presa até cinco vezes maior que ele. É equipado com garras grandes e com blocos em seus pés que permitem perseguir as presas em neve funda. Alguns caçam espécies que incluem rena, cervo, ovelha selvagem, e alce. O glutão pode ser muito rápido quando está no ataque, chega alcançar uma velocidade de 48 km por hora.


Descrição física: Exteriormente assemelha-se a um pequeno urso com cauda. Tem focinho e pescoço curto e orelhas pequenas e arredondadas. A pelagem é castanha fulva e negra, muito densa, impermeável e resistente ao frio.
Habitat: habitam florestas boreais, montanhas ou planícies abertas e matos. Eles constroem camas ásperas de grama ou folhas em cavernas ou fendas de pedra, em covas feitas por outros animais, ou debaixo de uma árvore caída. Eles constroem os ninhos ocasionalmente debaixo da neve.
Comportamento: Os glutões são animais praticamente terrestres. Eles podem escalar árvores com grande velocidade e podem ser excelentes nadadores. Os glutões andam aos pulos e possuem grande resistência. Podem mover-se de 10 a 15 km sem descansar, embora a velocidade média é de 15 km por hora. Eles podem cobrir até 45 km em um dia nas suas atividades. Glutões são animais com hábitos noturnos, mas eles são freqüentemente ativos na luz do dia. Estes animais não hibernam na época da neve por isso são ativos durante o ano todo, até mesmo no tempo mais severo. Em geral, os glutões são solitários (menos na época de procriação) e territoriais e não toleram os indivíduos do mesmo sexo em seus territórios. Os territórios são marcados com secreções de glândulas de cheiro anais e urina.
Predadores: Pelo fato de serem muito fortes, rápidos e agressivos possuem poucos predadores naturais. Somente são ameaçados por caçadores, lobos e grandes ursos

Orix , um animal lendario

oRIX

Um animal Lendário

O órix é corpulento como um touro, tem o focinho comprido de um cavalo e enormes chifres pontudos curvados para trás. Muitas lendas são contadas a seu respeito e os antigos egípcios acreditavam que ele tinha poderes extraordinários, entre os quais o de quadruplicar o número de seus chifres. O órix, apesar de seu tamanho, é muito ágil e feroz quando necessário. Mas geralmente ele é um animal manso, fácil de capturar e domesticar. Em todo caso, é sempre bom tomar cuidado com seus chifres afiados, pois a chifrada pode ser fatal.


As diferentes espécies de órix são encontradas nas planícies desérticas da África e no sudoeste da Ásia. Vivem em pequenos bandos chefiados por um macho e se alimentam do capim ralo que conseguem encontrar nessas regiões semidesérticas. Durante a época de acasalamento ocorrem combates violentos entre machos rivais. Depois de um longo período de gestação, que dura 245 dias, a fêmea dá à luz geralmente um único filhote.