domingo, 28 de fevereiro de 2010

Facócero


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Facócero

Descrição

O Facocero pretence à família do javali ou porco-do-mato. Estes mamíferos distinguem-se pela sua cabeça grande e protuberâncias em ambos os lados da cabeça. Também têm pontos de pêlo denso no pescoço e costas. Tanto os machos como as fêmeas possuem dentes caninos, ainda que os do macho sejam maiores do que os da fêmea. A melhor maneira de distinguir fêmeas de machos é através das protuberâncias laterais: ambos têm uma de cada lado por baixo dos olhos, mas apenas o macho tem um segundo par no focinho.

Os facoceros passam grande parte do dia à procura de erva ou raízes. Enquanto pastam, ajoelham-se sobre as patas da frente e andam muitas vezes de joelhos à procura de erva para comer. Os facoceros passam também bastante tempo em terrenos alagados a rebolar na lama.

Ao contrário de outros porcos, os facoceros não dependem de água. São os únicos porcos capazes de viver em áreas sem água por vários meses no ano, mas bebem e chapinham nela quando a há. O facocero tolera uma temperatura do corpo por vezes elevada, conseguindo conservar a humidade no interior do seu corpo, em vez de transpirar para arrefecer.

Os dentes grandes do facocero são pouco usuais. Os dois de cima emergem do interior do focinho em forma de semi-círculo; os dentes inferiores, na base dos de cima, têm a ponta afiada. O corpo do facocero tem zonas cobertas de pêlo eriçado, espaçadas entre si, no entanto, zonas maiores formam uma crina da cabeça, passando pela espinha até meio das costas. A cauda comprida termina com um ramalhete de pêlo eriçado. O facocero mantém a cauda hirta quando corre, com o ramalhete a acenar, como se de uma pequena bandeira se tratasse.

Os facoceros vivem em grupos familiars de fêmeas e as suas crias. Por vezes, duas famílias já que muitas vezes as fêmeas acabam por juntar-se. Os macho vivem normalmente sós, integrando o grupo apenas para acasalar.

Os facoceros dormem e repousam em buracos. Ainda que tenham capacidade para cavar, os facoceros preferem usar buracos cavados por outros animais, tais como os orictéropos e os papa-formigas, pois não têm as mesmas garras fortes para escavar em solos compactos. O abrigo proporcionado pelo buraco é importante para a regulação térmica do facocero – não tendo nem gordura nem pêlo pelo corpo todo, o facocero necessita tanto de protecção contra o sol e insulações, como protecção contra o frio. Por vezes, os facoceros forram os seus buracos com erva, provavelmente para torná-los mais quentes. Os facoceros ocupam os buracos a fim de melhor enfrentarem os seus inimigos.

Como ver

IUCN: Não preocupante
Africa: comum
Moçambique: comum
Gorongosa: comum

Conservação

O Parque Nacional da Gorongosa tem uma população abundante de facoceros e não há, de momento, acções de conservação planeadas.

Feneco



Feneco

Nome popular

Feneco, raposa feneco.

Nome científico

Vulpes zerda.

Distribuição geográfica

Vive nos países do Norte da África: Marrocos, Argélia, Tunísia, Egito e Sul do Sudão.

Habitat

Ocorre em desertos. O principal deles é o deserto do Saara.

Hábitos alimentares

O feneco come roedores, coelhos, lagartixas, raízes, pássaros, insetos e ovos. Ele extrai o máximo de água a partir de sua comida, mas algumas vezes come frutas como fonte adicional de água.

Tamanho

É o menor canídeo do mundo. Possui de 19 a 21 cm de altura, 24 a 41 cm de comprimento e uma cauda de 18 a 31 cm.

Peso

De 1 a 1,5 Kg.

Período de gestação

De 50 a 52 dias.

Número de filhotes

De 2 a 5.

Características da reprodução

Diferente de muitos canídeos, a fêmea do feneco pode ter duas criar por ano, caso a primeira cria seja perdida. A época de acasalamento ocorre entre Janeiro e Fevereiro. Em todo o período, a fêmea permanece no cio por apenas dois dias. Durante as 4 a 6 semanas de acasalamento, os machos ficam extremamente agressivos e marcam ativamente seus territórios com urina.

Os machos ajudam a criar os filhotes trazendo comida, mas não entram na caverna, pois a fêmea protege com ferocidade os filhotes durante o período de amamentação, que dura de 9 a 10 semanas.

Após 4 semanas de vida, os filhotes começam a se aventurar fora da caverna e com 3 meses estão totalmente aptos a viver por conta própria, mas podem permanecer com os pais por até um ano.

Atinge a maturidade sexual com 6 a 11 meses de vida.

Particularidades

A palavra feneco vem do árabe "fanack", que significa raposa. O seu nome científico zerda, vem do grego "xeros", que significa seco, o que descreve o habitat em que vive.

Anteriormente, o feneco foi classificado em um gênero à parte, o gênero Fennecus, mas rescentemente foi reclassificado no gênero Vulpes.

A pelagem do feneco varia de castanho-amarelado a dourado com a ponta da cauda preta. Seu focinho é pontudo e pequeno. Em proporção ao corpo, é o canídeo que possui as maiores orelhas, as quais são bem maiores que a sua cabeça, chegando a medir 15 cm de comprimento. O objetivo de orelhas tão grandes é ajudar a dissipar o calor do corpo.

Ao contrário, os dentes do feneco são pequenos em relação ao tamanho do corpo, especialmente os caninos, visto que ele não caça grandes presas.

A sola das patas do feneco é coberta de pelos, evitando que a areia quente o queime.

É mais ativo durante a noite, quando a temperatura é mais amena, e é um animal social. Já foram observados grupos de até 10 indivíduos vivendo juntos em tocas que podem ter até 10 metros de extensão. O território é marcado com urina. As brigas pelo limitado suprimento de alimento são comuns.

São caçados por sua pele e vendidos como animais de estimação.

Em cativeiro vive de 11 a 14 anos.

Caribu





Caribu

Descrição

A cor do caribu varia do marrom escuro a quase branco. O caribu de floresta é um marrom mais escuro quando aqueles de Greenland e do ártico elevado forem mais brancos. A barriga, a garganta e a área acima dos cascos são frequentemente brancas. O caribu é a única espécie de cervos em que ambos os sexos têm os antlers. Os touros maduros têm os grandes antlers complexos. As fêmeas e os jovens têm os antlers mais simples menores.

Outros nomes
Rena

Tamanho
Os machos são maiores do que fêmeas. Comprimento: Machos 1.6-2.1m; fêmeas 1.4-1.9m. Peso: machos 81-153 quilogramas; fêmeas 63-94kg.

Ambiente
tundra ártica e floresta subarctic

Alimento
folhas, raizes, tubérculos, fungos, grama, sedges e outras plantas. Os líquenes são comidos igualmente, especial no inverno

Produção
Uma única vitela, pesando 3 a 12 quilogramas, é nascida após o período de gestação de aproximadamente 228 dias. Os gêmeos são raros. As vitelas podem alimentar em plantas shortly after nascimento e weaned inteiramente após 45 dias.

Escala
encontrado durante todo regiões polares do norte do mundo.

Classificação
Classe:Mammalia
Ordem:Artiodactyla
Família:Cervidae
Género:Rangifer
Espécie:tarandus
Nome comum:Caribu

Lince


Lince

Nome popular

Lince-europeu, lince.

Nome científico

lynx.

Distribuição geográfica

Eurásia.

Habitat

Florestas e bosques.

Hábitos alimentares

Gosta de veados e, como segunda opção, de lebres. As aves entram na dieta do lince-europeu como "sobremesa".

Como os outros felinos, o lince aproxima-se furtivamente da presa, e a surpreende. Se necessário, é capaz de ficar imóvel por muito tempo, aguardando a melhor oportunidade de atacar. As vezes fica até de tocais num galho de árvore, de onde salta sobre a presa, cravando-lhe os dentes na região do pescoço.

Cada lince vive num território particular de caça, geralmente uma área de mil hectares. Os troncos onde ele afia as garras servem como sinais de posse, e são reconhecidos por outros linces adultos.

Tamanho

Mede cerca de 80 cm a 1,30 m, mais a cauda, com 12cm a 25 cm e pouco mais que 60 cm de altura.

Peso

De 14 a 35 quilos.

Período de gestação

3 meses.

Número de filhotes

4 no máximo, mas geralmente apenas 2.

Características da reprodução

Os filhotes nascem na primavera, durante os nove meses seguintes, os gatinhos vivem do leite e da caça que a mãe lhes der. Só depois é que começam a caçar.

Particularidades

Quando uma pessoa enxerga muito bem, costuma-se dizer que ela tem "olhos de lince". De fato, o felino foi assim batizado em homenagem a Linceu, herói da mitologia grega conhecido por sua visão excepcional; Além da excelente visão, o lince possui também notável audição. Os tufos de pêlos nas orelhas desempenham importante papel na sua audição: permitem ao animal localizar melhor a direção de um som. Quando se cortaram esses tufos de linces que viviam em cativeiro, constatou-se sua dificuldade em detectar o lugar de origem de determinado ruído.

Aves do Paraiso


Aves do paraiso






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Urso-pardo


Urso-pardo

Nome científico: Ursus arctus

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Carnivora
Família: Ursidae
Género: Ursus
Espécie: U. arctos

Distribuição
Este animal vive na Europa, Ásia e América do Norte, dominando ainda vastos territórios nestas zonas.
Na Península Ibérica, já só pode ser encontrado nas montanhas da Cantábria, no Norte de Espanha, onde se pensa poderem existir a viver em liberdade pouco mais de 80 animais. Neste estado de quase extinção, é indispensável uma especial atenção por parte das autoridades centrais e locais espanholas, no sentido de se protegerem estes últimos grandes mamíferos peninsulares

Alimentação
Apesar de serem omnívoros e comerem uma grande variedade de alimentos, que vão da carne até ao peixe e às frutas, os ursos pardos têm um gosto especial por mel. Como, para terem acesso ao mel, tinham de danificar e destruir as colmeias e os muretes de pedra que os protegiam, os produtores perseguiam-nos implacavelmente, até os eliminarem da sua zona, este perseguição levou à sua quase extinção em toda a Península Ibérica.

Em Portugal
Em Portugal, algumas fontes apontam a sua extinção para o século XVII. No entanto, existem alguns vestígios que podem levar a crer que no século XIX havia alguns animais, embora muito poucos, a viver permanentemente no extremo Norte e Nordeste do território português. Posteriormente, e já nos primeiros anos do século XX, haveria ainda alguns animais que faziam incursões em território português, vindos das serranias espanholas, mas que, ao que se sabe, não ficavam durante muito tempo.

Os ursos pardos, como outras espécies, hibernam, principalmente em climas mais agrestes. Para tal, escavam tocas na terra quando o Inverno se aproxima, e ficam aí até ao raiar da Primavera. No entanto, na Península Ibérica o estado de hibernação não era tão profundo, era mais um estado de latência permanente. E, se por algum motivo fosse necessário, saiam rapidamente desse estado para se proteger a si ou às suas crias.

Gestação e crias
A gestação da ursa dura, em média, cerca de 240 dias, nascendo normalmente 2 ou 3 crias que vão ser amamentadas pela mãe até aos seis meses. No entanto, a mãe ensina, procura alimento e protege as suas crias até aos 2 anos. A partir daí, as crias ficam por sua conta, procurando um território onde mais tarde vão criar a sua própria família.

Tamanho, peso e longevidade
Um urso pardo pode medir cerca de 2,50 m, pesar 300 kg e viver 50 anos.

Sacarrabos


Sacarrabos

Nome científico: Herpestes ichneumon

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Carnívora
Família: Herpestidae
Género: Herpestes
Espécie: H. ichneumon

Outros nomes
Escalavardo, mangusto, rato-de-faraó e também manguço.

Distribuição
Esta espécie de mamífero carnívoro parece ter tido origem nas estepes africanas e está, por este motivo, bastante disseminada por quase todo o continente. Pode ser ainda encontrada em parte do território asiático e também no Sul da Europa, principalmente na Península Ibérica, onde se tem expandido para Norte. Embora no território espanhol a progressão tenha vindo a ser mais lenta, talvez devido à massificação da produção agrícola, em Portugal podem já encontrar-se sacarrabos, com alguma frequência, na zona das Beiras, o que pode estar relacionado com o facto da zona florestal ter aumentado significativamente, com o abandono de terrenos agrícolas, mas também por os seus principais predadores, os linces, terem praticamente deixado de ser encontrados. Neste momento, o grande predador desta espécie é, directa ou indirectamente, o Homem, já que muitos destes animais são atropelados ou envenenados, para além dos que são caçados, legal e ilegalmente.
Pensa-se que terá sido introduzido na Península Ibérica pelos árabes, que ocuparam o território a partir do Século VIII. Foi também introduzido em Madagáscar, onde é apontado como factor de desequilíbrio de uma fauna com um equilíbrio ecológico delicado.

Estado de conservação
Esta espécie não corre qualquer risco neste momento.

Alimentação
Os sacarrabos alimentam-se principalmente de pequenos roedores, aves, coelhos, lebres, répteis, anfíbios, ovos e ocasionalmente de alguns vegetais. São conhecidos pela sua perícia em capturar cobras em segurança, utilizando para isso uma série de manobras de evasão, para não serem mordidos, o que em muitos casos poria a sua vida em risco.
Tendem a ser animais solitários, mas por vezes também são observados em pequenos grupos, com quatro ou cinco indivíduos, o que lhes permite utilizar algumas técnicas de caça colectiva, não permitindo que as presas lhes escapem.

Características físicas
Um adulto desta espécie tem um comprimento de cerca de 90 centímetros, mede cerca de 20 centímetros de altura e pode pesar até seis quilos. Os machos são mais corpulentos e também mais pesados que as fêmeas.
Tem uma pelagem de cor cinzento-acastanhada, o que lhe proporciona uma óptima camuflagem em terreno aberto, ou com vegetação rasteira. O seu focinho é bastante pontiagudo, o que lhe permite uma boa penetração em vegetação densa, quando se sente em perigo.

Reprodução
O período de acasalamento ocorre na Primavera, nascendo as crias no início do Verão. O tempo de gestação é de pouco mais de 80 dias, findo o qual nascem até quatro crias.
Uma das características desta espécie é a forma como mãe e filhos se movimentam. As mães viajam na frente à procura de caminho seguro, enquanto as crias seguem em fila, com as cabeças encostadas à ponta da cauda do animal da frente, daí serem chamados sacarrabos.
As crias vivem com as progenitoras até nascer a ninhada seguinte, altura em que normalmente se tornam independentes ou formam os seus próprios grupos.
A maturidade sexual, no entanto, só é atingida por volta dos dois anos de idade.